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Estenose do canal vertebral é o estreitamento ou redução de diâmetro do canal vertebral. O canal vertebral é uma abertura por dentro das vértebras por onde passam as estruturas nervosas (Figura 1A). Na coluna cervical e torácica representadas pelas letras (C) e (T) respectivamente o estreitamento do canal pode comprimir a medula, já na coluna lombar, representada pela letra (L) o estreitamento do canal somente pode comprimir as raízes nervosas porque na coluna lombar (abaixo de L2) não temos mais medula.

Esta redução de tamanho pode ser congênita, quando a pessoa já nasce assim, ou adquirida, devido ao envelhecimento das estruturas da coluna sendo esta última mais comum.

Durante o envelhecimento dois eventos podem diminuir a abertura do canal vertebral. O primeiro é o envelhecimento ou degeneração discal. Quando o disco envelheçe este com frequencia pode abaular para dentro do canal vertebral causando a diminuição de seu diâmetro. (Figura 1B). Com o passar dos anos as articulações facetárias começam seu processo de degeneração. A degeneração destas estruturas pode causar um aumento das mesmas (hipertrofia) e este aumento pode também causar a diminuição do diâmetro do canal vertebral (figura 1C). Na maioria dos casos existe os dois fatores presentes e ainda esta associado o aumento do chamado ligamento amarelo que pode também colaborar para esta estenose. (veja animação da degenerção da coluna lombar)

Os principal sintoma associada a estenose de canal é a dor nas pernas. A compressão do canal leva ao inchaço dos nervos e veias da região lombar o que interfere com a condução dos impusos nervosos o que piora quando a pessoa caminha. Ou seja quanto mais a pessoa caminha pior vai ser a dor nas pernas. Quando a doença esta em estágios mais avançados o simples fato de caminhar alguns passos torna-se muito difícil devido a dor e o peso nas pernas. Este conjunto de sintomas chama-se claudicação neurogênica. Em geral os sintomas melhoram ao sentar e ao inclinar o tronco para frente o que faz com que a pessoa começe a andar mais inclinada para frente. Sensações de formigamento e queimação também são comuns.

A dor lombar em geral também esta presente devido ao processo inflamatório local.

O principal diagnóstico diferencial a a insuficiência vascular. A insuficiência vascular a a diminuição da quantidade de sangue que chega nas pernas. Isto pode ser causado por exemplo por obstrução das artérias dos membros inferiores.

Para o diagnóstico além da história e um bom exame físico é necessário a realização de um exame de imagem e em geral a ressônancia magnética é o melhor exame.

O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. Em geral o tratamento conservador é reservado para os casos mais leves ou iniciais e o tratamento cirurgico para os casos mais avançados ou nos casos em que o tratament conservador não surtiu efeito.
No início a maioria dos pacientes pode ser tratada de forma segura e eficaz modificando suas atividades cotidianas e utilizando alguma medicação para alívio da dor e diminuição da inflamação e realizando terapia física para alívio dos sintomas, fortalecimento muscular e reposicionamente da pelve.

Caso haja falha no tratamento conservador infiltrações epidurais com uso de corticóide, naqueles pacientes sem contra-indicações, podem ajudar de forma substancial.

O tratamento cirúrgico é reservado para os casos mais avançados em que não há melhora dos sintomas com tratamento conservador ou nos casos em que já existe alterações neurológicas presentes.

A cirurgia consiste na descompressão dos nervos e na estabilização da coluna lombar caso haja necessidade. Em geral é uma cirurgia simples porém complicações como infecção pós operatória, lesão do saco dural e fístula liquorica podem acontecer.

Figura 1A - Corte tranversal de um seguimento vertebral onde podem ser visto o disco intervertebral em branco, o canal vertebral no centro e as articulações facetárias.
Figura 1B - Observa-se a protusão discal com diminuição do espaço do canal vertebral.
Figura 1C - Observa-se a hipertrofia das articulações facetárias causando estenose do canal vertebral.

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Dr. Ivan Dias Rocha

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