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Lombalgia ou dor lombar se refere a dor que acomete a parte posterior baixa das costas. As primeiras descrições de dor lombar datam da época de Hipócrates (470 AC), em que eram descritos alguns tipos de manipulação e tração para o tratamento destas dores. No entanto o início da lombalgia, segundo algumas teorias, é muito mais antigo e deve-se a postura bípede que o ser humano assumiu durante a evolução. Esta postura aumenta a chance de eventos degenerativos que acometem a unidade funcional da coluna. A coluna é composta de aproximadamente 33 vértebras, entre cada vértebra esta um disco intervertebral, que é um tipo de amortecedor formado basicamente de colágeno. A unidade funcional é o conjunto de duas vértebras, um disco e as articulações posteriores chamadas facetas.

Figura 1: Anatomia da coluna lombar

Com o envelhecimento natural do ser humano este é submetido a micro e macrotraumas , que podem mudar de indivíduo para indivíduo. Os microtraumas podem ser causados por exemplo pela profissão. Profissões que tenham um componente de esforço físico envolvido tem maior número de microtraumas, ja no caso de macrotraumas, o mais comum é  algum tipo de acidente como por exemplo acidentes automobilisticos. Este envelhecimento da coluna vertebral é denominado doença degenerativa discal (DDD). A DDD, além de componentes externos como micro e macrotraumas, sofre influência do componente genético. Assim pessoas com maior tendência pessoal ou familiar a DDD podem apresentar uma evolução mais dramática do que pessoas sem este componente.

O Processo de degeneração discal (DDD) foi bem descrito por Kirkaldy-Willis e consiste em três fases. As fases são disfunção , instabilidade e estabilização. A Disfunção é caracterizada por lesões e fissuras na camada mais externa do disco denominada anulo discal, como esta camada é ricamente inervada, estas fissuras em geral se traduzem em episódios de dor lombar que podem passar como contraturas musculares. Estas fissuras cicatrizam ou coalecem em fissuras maiores muitas vezes radiais em direção ao centro do disco, podendo resultar em alterações biomecanicas por perda da capacidade de absorção da carga. Em geral nesta fase o Rx é normal , porém na Ressonância Magnética pode-se encontrar algumas alterações comoabaulamentos discais ou HIZ ( zonas de hiperintensidade). A segunda fase é denominada Instabilidade, esta fase se caracteriza pela progressão das lesões, há um maior número de fissuras tanto circunferências como radiais, podendo haver ruptura interna do disco caracterizada pelas chamadashernias de disco e pela perda de altura discal. Existe ainda o inicio da degeneração facetária que levará a artrose destas articulações.

Figura 2: Pressões discais nas diversas posturas.

A biomecanica da coluna vertebral é bem conhecida, a parte anterior composta pelos corpos vertebrais e discos em geral suporta 80-90% da carga enquanto os elementos posteriores , principalmente as facetas, suportam de 10-20% da carga. A pressão em cada estrutura varia drasticamente com a posição do corpo.  Nachenson em 1976 realizou um trabalho cientifico para calcular a pressão que os discos eram submetidos em cada posição do corpo. Com o paciente em pé com os braços ao longo do corpo a pressão do disco foi de 100 (ui), essa pressão aumenta em 40% com o paciente sentado e diminui cerca de mais de 50% com o paciente deitado. Este achado provavelmente tem relação com a dor lombar e porque ela piora com determinadas posições e melhora com outras.

No Rx em geral há a diminuição da altura do disco e na ressonância pode-ser verificar diminuição da altura do disco e sua desestruturação, hernia de discoe  aumento de liquido nas articulações facetárias. A ultima fase é denominada Estabilização e se caracteriza pela desestruturação completa do disco, formação dos osteófitos (bicos de papagaio) e pela artrose facetária. Todas essas alteraçoes podem ser vistas tanto no Rx como na ressonância magnética.

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Dr. Ivan Dias Rocha

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