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A patologia do disco da coluna vertebral tem sido foco de inúmeros estudos. Porém ainda existe muita dúvida a respeito deste assunto. O disco intervertebral tem um papel importante na dor, a chamada lombalgia discogênica. Isto acontece pela degeneração ou envelhecimento desta estrutura. O disco tem dois componentes (vide figura): o ânulo que é a camada mais externa e o núcleo que a camada mais interna. O ânulo é cirucular e mais rígido, contem fibras nervosas sensitivas em sua periferia e tem maior resistência a forças tensionais. O núcleo, por sua vez, contém grande quantidade de água e por isso é mais mole, sendo responsável pela absorção da maior parte da carga (peso) que passa por estas estruturas.

Com o processo de envelhecimento da coluna tanto o ânulo quanto o núcleo sofrem alterações perdendo assim sua resistência estrutural. O mecânismo de dor no entanto ainda não esta bem esclarecido.

Nas fases iniciais a dor pode estar relacionada a rupturas do ânulo (fissuras) e consequente mecanismo inflamatório associado. Outra teoria seria a chamada "pedra no sapato", segundo esta teoria com a degeneração discal, algumas partes do núcleo estariam mais degeneradas do que outras e a distribuição de carga se daria de forma irregular no interior do disco levando ao quadro de dor. O fato é que ainda não se conhece o mecanismo exato da dor lombar.

Outro desafio é saber qual ou quais discos são os reponsáveis pela dor lombar. A ressonância magnética, melhor  exame para a visualização destas estruturas, não consegue diferenciar entre discos dolorosos e não dolorosos. Existem algumas alterações na forma e visualização dos discos que nos dão algumas pistas porém nunca é possível afirmar com certeza.

Outro método possível para tentar realizar o diagnóstico da lombalgia discogênica seria a chamada discografia provocativa. Na discografia o paciente é submetido a uma punção com agulha diretamente no disco ou nos discos suspeitos de causarem dor. Em um primeiro momento é injetado contraste para avaliar a forma deste disco, depois em um segundo momento é realizado a chamada discografia provocativa, onde se injeta uma solução salina hipertônica que provocaria uma reação dolorosa em discos doentes, não provocando em discos saudáveis. Se o paciente sentir a mesma dor que tem esta acostumado durante a injeção da solução hipertônica, então pode-se dizer que o teste foi positivo e que este disco tem uma patologia. A discografia no entanto ainda apresenta um número alto de falso positivos e é alvo de muitas discussões

ANULOPLASTIA  - (IDET) - Intradiscal electrothermal therapy

A nucleoplastia consiste na introdução de um cateter rígido no centro do disco. Através deste cateter o cirurgião poderá realizar a degeneração controlada do núcleo, homogenizando esta estrutura. A degeneração pode ser através de radiofrequência ou através do aumento da temperatura do filamento. Após esta lesão durante o processo de cicatrização há uma diminuição do grau de inflamação local com melhora da dor. A indicação deste método em geral é feita para pacientes com dor lombar crônica  forte (com duração de mais de 3 meses) , com limitação de suas atividades e que não melhoraram com o tratamento conservador. O método em geral tem maior eficácia quando a patologia está restrita há um único disco. Os risco do procedimento são: infecção do disco (discite), fístula liquória e lesão de raiz. Em geral opta-se por realizar este tipo de procedimento com o paciente acordado (sedação leve) e com anestesia local pois isso diminui os riscos de lesão neurológica

NUCLEOPLASTIA  - (PIRfT) - Percutaneous  Intradiscal Radiofrequency Thermocoagulation

A anuloplastia consiste na introdução de um cateterer maleável que ira contornar a parte posterior do disco. Através deste cateter o cirurgião poderá realizar uma lesão térmica controlada na parte posterior do ânulo discal . Após esta lesão durante o processo de cicatrização há uma diminuição do grau de inflamação local com melhora da dor. A indicação deste método em geral é feita para pacientes com dor lombar crônica  forte (mais de 3 meses) , com limitação de suas atividades e que não melhoraram com o tratamento conservador nestes 3 meses. O método em geral tem maior eficácia quando a patologia está restrita há um único disco. Os risco do procedimento são: infecção do disco (discite), fístula liquória e lesão de raiz. Em geral opta-se por realizar este tipo de procedimento com o paciente acordado (sedação leve) e com anestesia local pois isso diminui os riscos de lesão neurológica.

TRABALHOS

  • Pauza KJ, Howell S, Dreyfuss P, et al. A randomized, placebo-controlled trial of intradiscal electrothermal therapy for the treatment of discogenic low  back pain. Spine J 2004;4:27–35.
  • Freeman BJC, Fraser RD, Cain CMJ, et al. A randomized, double-blind, controlled trial: intradiscal electrothermal therapy versus placebo for the treatment of chronic discogenic low back pain. Spine 2005;3     

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Dr. Ivan Dias Rocha

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